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No Azul


Entrar no azul
Perceber a densidade,
A temperatura,
A luz que se fragmenta,
Se expande.

Movimentar-se.
Sentir a fluidez,
A Resistência.
 
O impulso.
Ir ao fundo.
Ouvir sons abafados,
Sentir o desejado isolamento,
O silêncio.

Concentrar-se nos movimentos,
Peito, quadris, braços e pernas,
Alongados,
Contraídos.

O ritmo.
A respiração.
O inspirar e expirar,
Constante,
Consciente,
Até que não mais.

O rosto imerso,
A água na boca,
Os olhos abertos.

A cor,
Os azulejos,
As linhas entre os azulejos.
No fundo, pequenos pedacinhos de grama,
Trazidos pelo vento,
Reverberando suavemente,
Os movimentos firmes e compassados.

A ida,
A volta
A ida,
A volta,
Até que não mais.

Só o impulso,
O movimento,
A força,
A plácida resistência do meio.

O rosto que queima.
A respiração,
Sempre,
Constante.
 
O ar,
A busca.
A água,
O retorno,
A paz.



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All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
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They march firmly towards me
stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
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Quando

Quando se é a sombra de uma estrela esparramada sobre o mapa-múndi, cruzando terra e água, longe e perto de sua própria constelação. Quando se está aqui e lá, quando se tem tudo e sempre se quer mais. Quando vão-se os anéis e ficam os dedos e é possível ser "um sem deixar de ser plural". Quando se "vê a linha fina que separa aqui e ali" e, ao vê-la, não se contenta enquanto não a cruza. Quando se quer estar lá e cá e se quer amar, amar, amar.



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