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Chinese man

 She got up and went to get a cup of coffee. “Damned headache!” Acute and deep, precise, the day ruined.
-      - As if a long, fine, pointy needle forced itself through my cranium, you know? A Chinese man with long mustache holding one point of the needle, manipulating it, pushing it very slowly.
-      - Why Chinese?
Seriously, she could not believe it! A headache from Hell, dripping sweat after the coffee and that was the question?
-      - Why not? Is there a law against the Chinese?
-      I was just asking!
-      - It’s my pain, isn’t it? If it’s Chinese, Japanese, Arabic, what is the difference?
-      - Forget it!
   She regretted the rude reply, but did not apologize! Apologizing would require time, explanations, facing the Chinese man, pulling him by the mustache, immobilizing him. She went into the room, closed the curtains, and laid down. She heard the door being slammed. “He is gone!” She thought of how much that answer was going to cost her in accusations of rudeness, selfishness, lack of caring. She knew it would be useless, but she would try to explain:
- It was the Chinese man!





Comments

  1. Adorei. Estou sentindo falta das traduções!

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    1. Tem em português: http://innerbabel.blogspot.com.br/2014/03/chines.html?m=1

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All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
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They march firmly towards me
stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
They move and vanish like ghosts of the Christmas past Some fierce and revengeful  pass on the judgement they've held in long
You! They shout Too bold! Too coward! Too hot! Too cold! Too little! Too much!
I try to touch a face or another
I remember them Especially the ones I've hidden so well from myself "Hey, look at you!

Quando

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Arrumando o pequeno escritório, jogando coisas fora, abrindo espaço para iniciar a rotina de trabalho, encontrou os recortes de jornal: "Faleceu sábado de ataque cardíaco fulminante" dizia um deles. Os outros repetiam a história do ataque cardíaco, mas ela sabia, desde aquela época que essa não era a verdade. Líder estudantil do seu tempo foi  expulso da Universidade por ter opinião. Perseguido na cidade, viu roubarem os seus sonhos e resistiu. Seguiu para a Guerrilha do Araguaia, lá foi preso, torturado. Quando ela era criança, não se falava disso. Já adolescente, com a abertura, quando estudava história, ele era mencionado, junto a alguns outros amigos da família "Ele fez parte da Guerrilha. Foi preso, torturado. Até hoje passa por uns períodos de depressão." Nada mais. Toda uma geração traumatizada, não conseguiam muito falar do assunto. Tudo muito recente, talvez. O medo ainda uma sombra, logo ali, a espreitar. Ela imaginava um homem adulto, barbado, preso por…