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Como sobreviver a tempos áridos

Como sobreviver a tempos áridos:
1-Beba o triplo de água que costuma beber e o dobro de todos os outros líquidos que costuma ingerir.  2-Use soro fisiológico nos olhos e nas narinas em quantidade abundante. Não o mesmo soro!  3-Passe hidratante pelo menos três vezes ao dia, mesmo que não adiante nada.  4-Coma alimentos leves e “aquosos, como peixes e alfaces hidropônicas.  5-Leia um poema por dia. Pelo menos um!  6-Durma bem. Nem que tenha que recorrer a pílulas mágicas.  7-Rodeie-se de seres humanos verdadeiros humanos.  8-Faça arte!  9-Faça amor, mas antes ligue o ar condicionado. E o umidificador 10- Procure sombras e ande debaixo delas.  11- Caso não encontre sombras, não corra debaixo do sol, cubra a cabeça com o livro de poesia e caminhe  como se ar houvesse. 12- Não corra! Não entre em pânico! E não pense demais!




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Esse amarelo

É como sol de verão É como ouro de mina É vestido de praia  com flor vermelha, folha verde
É a leveza e a alegria, que fácil, anos atrás, hoje,  não vem sem esforço
É sorriso  de menina moleca  que corre e dá estrelinha  E aprende sozinha 

É vitamina D na pele  É vitamina C borbulhando  na água gelada
É correr, rindo, pulando  e se jogar no azul do frio mar
É a bolinha do biquíni,  tão pequenininho  É a sombrinha que enfeita  o drink multicor  
É o manto de luz que cobre o dia É a  estrada de tijolinhos  que vai  daqui para Oz
É a vela do barco que me leva  a um lugar mais feliz

Folha

Fora folha
Verde, vívida,
pulsando luz
em foto e síntese

Fora folha
Agora, é hora de ser outra
coisa da matéria dos sonhos,
fina transparência

Fora folha
Agora, esboço de artista
Delicados detalhes de um dia
em que fora

Folha, fina,
finda lenta,
transparece o interno

Resta, só, a ilusão
do que um dia
fora folha

Resta a raridade
do que teve raiz,
que dançou com o vento,
 que caiu das alturas

Fora folha,
transparente sendo, quase,
hoje já não é mais .
É jóia, bela,
É outra, é paz.




On the impossibility of turning inwards and finding anything

As I seat here to write with a group of women from around the Globe, I feel I have to look inside myself. And myself, this week, is exhausted and cluttered. I am not sure I can look inside and find anything. Like a teenager's room, full of clothes and books scattered on the floor. I will probably find rests of food inside a drawer or a used ballet shoe among the t-shirts. Like a teenager, perhaps, I'm not sure I want to organize that room. I'm uncertain of where or how to start . 
I've been losing things. These past two months of the year, this year that only had two months so far. I've lost a bracelet, a diamond ring, a necklace, not to mention a number of earrings I cannot locate. I've lost so much more in the turning of the year to 2019. Maybe I should not even care about these little things I've lost now. I, we, the country, lost hope, faith, the outlook for a better future. But maybe that is exactly why it upsets me losing any stupid small thing. I do…

I could walk around naked

I dreamt once I could walk around naked and not be afraid. A feeling of peace covered me like a thin soft blanket. I no longer felt the icy cold stares of judgment and disapproval. I did not hear the common threats against my body anymore: No “I’ll hurt you”, No “I’ll control you”. I could walk naked and not be afraid.
Walking around by myself I found a path beginning where the woods began.Moonlight showed it to me. Moonlight guided me. I walked there amongst the trees. The sound of water always appealed to me and, through the woods, I could hear it calling on me. At the end of the path, the ground was sand and the water, covering and exposing it infinite times.
Nada na Natureza é completamente perfeito e é aí que reside sua perfeição.

Canto M(eu) - A bilingual reflection on being me.

Sou o tipo de pessoa que não sabe de onde é ou o que lhe define. Saí cedo de onde nasci e cresci em outro canto, com gente de tanto canto, que também não sei se eles mesmos sabem de que canto são. Eu não sei. Por um tempo achava que esse lugar para onde fui trazida era o melhor lugar: “Nesse país lugar melhor não há”. Acho mais não. Acho mais nada, porque por outros lugares andei, em outras paragens parei. E muito que admirei belezas e singelezas “que não encontro por cá”. O que sei, hoje, é que se sou esse tipo de pessoa sem canto pra chamar de meu, faço meu canto dentro do meu próprio eu. ...

Origami

Origami

Fina e delicada dobradura. Branca, no meio da sala, apresenta-se diminuta, mas multiplica-se em sua sombra projetada. Símbolo da beleza que se estende de mim ao outro e a mim retorna. Pequeno gesto e presente que me traz alento e me lembra porque importa o que faço. Porque depois de escrever alguém dobra um lindo e leve Tsuru e me devolve as asas que eu ajudei a soltar.

Crumbling youth

While contemplating the crumbling of my youth, I think of songs which once made sense. Words expressing the pointless sorrows. Drums and guitars, never too loud or too insistent, telling me to recoil or expand. Keyboards providing me shelter or direction.

The heart that hoped feels battered.The rain falling outside sounds, on the roof, like fire burning the Cerrado. It will probably bring new uninvited plants to our garden. Like the Heliconia that months ago was just a single leaf sprouting across the red dirt. That was right before we hired that gardener who killed the grass. We still hope it will miraculously grow green once more. I don’t know. I have no more money, disposition or time to seriously think about it. I have no time.
I would like to see the next intruder blooming in the garden though. I wish for something as unique as the Heliconia. If that is in fact what it is. I wish for something beautiful.
I breathe with difficulty and nothing has ever been  as I had planned. Has…