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De borboletas e casulos

Nem um mês passou desde que vi a última borboleta e já sinto falta delas e de suas promessas de renovação, renascimento. Criaram inúmeras expectativas, esperanças de mudanças que, hoje vivem encasuladas em mim. Não se movem, não se abrem. 

Talvez estejam mesmo sendo gestadas, essas mudanças. Talvez, essa imobilidade, essa desesperança, seja apenas a capa, a casca. Quem sabe lá dentro, bem lá dentro,  transformações alquímicas estejam em curso. Daí a dor, daí o nó na garganta, essa necessidade de se ver muda, de se ter só. Sinto falta do movimento, o leve e ágil bater de asas contra o céu, mas não posso, hoje, como as borboletas, bater asas. Não posso e não quero!  Pelo menos, ainda não!

Quero a viagem interna que acompanha outras vidas a partir de casulos de edredom, aquecidos por meias de lã e pijamas de algodão. Quero o aconchego dos chás, dos livros, das músicas, que embalam e nutrem sonhos de vôos. Não quero vôos! Sinto falta de desejá-los, acostumada que estava a elas, as borboletas, mas não os quero. Ainda, espero! Não os quero ainda! 

Nenhuma lagarta jamais contou do prazer ou do sofrimento do casulo. Mas eu lhes digo  que há um pouco dos dois. E mais prazer haverá, se a lagarta aceitar o recolhimento, aceitar a incerteza. Um dia, haverá vôos de borboletas. Mas somente se a jornada interna for realizada, a intensa metamorfose, longa e profunda, do casulo.

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All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
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stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
They move and vanish like ghosts of the Christmas past Some fierce and revengeful  pass on the judgement they've held in long
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I try to touch a face or another
I remember them Especially the ones I've hidden so well from myself "Hey, look at you!

Quando

Quando se é a sombra de uma estrela esparramada sobre o mapa-múndi, cruzando terra e água, longe e perto de sua própria constelação. Quando se está aqui e lá, quando se tem tudo e sempre se quer mais. Quando vão-se os anéis e ficam os dedos e é possível ser "um sem deixar de ser plural". Quando se "vê a linha fina que separa aqui e ali" e, ao vê-la, não se contenta enquanto não a cruza. Quando se quer estar lá e cá e se quer amar, amar, amar.



Menino Guerrilheiro

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