Skip to main content

On finding out a spider had my name

After having heard my name, the little girl told me they once had found a spider at home  and had named it Lorena. "What an annoying girl!", I thought. Nevertheless, the unpleasant, unasked for, piece of information made me wonder. Why would it make me so upset to have my name used to name such a creature? "Better than a dog", my own second thought surprised me! Still, the feeling resonated the truth in me. 

Realizing the risk of finding myself hated by all the dog loving community of the world, I feel I may need to clarify that I don't dislike dogs in particular. I must admit, however, to finding  no great connection between myself and them. A dog is a symbol of domesticity, of joyful existence in submission to other's designs, the creature on which one projects one's, at times, selfish and arrogant self, with no concern for rejection, but the actual expectation of forever unconditional love. 

 I came to the conclusion then that I'd really rather find my name on a spider. Deemed ugly and scary, it goes about its own spider businesses, solely responsible for the weaving of its own web, a web that is both delicate and strong, that catches and immobilizes other intruding creatures. It may be ugly and scary, but it walks its own paths with independence and pride. It is, the spider, free to be.

Créditos da foto: Marina Montenegro Mascarenhas

Comments

Popular posts from this blog

All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
All of them come back  filling the emptiness  of my broken beaten banal heart In this quiet night of my crowded noisy brain
They march firmly towards me
stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
They move and vanish like ghosts of the Christmas past Some fierce and revengeful  pass on the judgement they've held in long
You! They shout Too bold! Too coward! Too hot! Too cold! Too little! Too much!
I try to touch a face or another
I remember them Especially the ones I've hidden so well from myself "Hey, look at you!

Quando

Quando se é a sombra de uma estrela esparramada sobre o mapa-múndi, cruzando terra e água, longe e perto de sua própria constelação. Quando se está aqui e lá, quando se tem tudo e sempre se quer mais. Quando vão-se os anéis e ficam os dedos e é possível ser "um sem deixar de ser plural". Quando se "vê a linha fina que separa aqui e ali" e, ao vê-la, não se contenta enquanto não a cruza. Quando se quer estar lá e cá e se quer amar, amar, amar.



Menino Guerrilheiro

Arrumando o pequeno escritório, jogando coisas fora, abrindo espaço para iniciar a rotina de trabalho, encontrou os recortes de jornal: "Faleceu sábado de ataque cardíaco fulminante" dizia um deles. Os outros repetiam a história do ataque cardíaco, mas ela sabia, desde aquela época que essa não era a verdade. Líder estudantil do seu tempo foi  expulso da Universidade por ter opinião. Perseguido na cidade, viu roubarem os seus sonhos e resistiu. Seguiu para a Guerrilha do Araguaia, lá foi preso, torturado. Quando ela era criança, não se falava disso. Já adolescente, com a abertura, quando estudava história, ele era mencionado, junto a alguns outros amigos da família "Ele fez parte da Guerrilha. Foi preso, torturado. Até hoje passa por uns períodos de depressão." Nada mais. Toda uma geração traumatizada, não conseguiam muito falar do assunto. Tudo muito recente, talvez. O medo ainda uma sombra, logo ali, a espreitar. Ela imaginava um homem adulto, barbado, preso por…