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Tiana (En Español)

 Tiana salió de la escuela, cargada de cuadernos, 200 redacciones para corregir durante el fin de semana. Tiana hace maestria y queria enseñar a los alumnos a escribir otra cosa que no sea disertación. No puede! "Tiene que enseñar lo que és util!" respondió la directora. En la universidad le dijeron, una vez, que limpiara el baño que estaba muy sucio. "No trabajo aquí!" En el trabajo ya le pidieran café. "Queda allá en aquella mesa." Tiana da la espalda y no da tiempo para justificativas y disculpas. Ya sintió mucho dolor. No más! Ahora lo que siente es algo como un desprecio.

En casa, pide comida del restaurante de la esquina. Detesta cocinar! Entra en su cuarto colorido, paredes azules, mesa amarilla de frente para un ventanal, silla roja, y se sienta para corregir las 200 redacciones. Oye el croar de los sapos allá fuera. Tiana tiene mucho asco de sapo. Oye un jazz instrumental y comienza el trabajo. Media hora y se duerme encima del montón de textos iguales.

Despierta con el sol quemando el rostro. En cinco minutos toca el despertador. Tiene clase. Necesita correr. Sale con el pelo mojado. Entra en el ascensor, da buen día. "Tiene un ascensor de servicio, vió?" "Yo vivo aquí!" Da un paso adelante. Vuelca los ojos y se pega a la puerta. La puerta abre. Tiana sale primero. No mira para atrás. El sol golpea en el rostro, el viento sacude su cabello, Tiana vá.




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All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
All of them come back  filling the emptiness  of my broken beaten banal heart In this quiet night of my crowded noisy brain
They march firmly towards me
stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
They move and vanish like ghosts of the Christmas past Some fierce and revengeful  pass on the judgement they've held in long
You! They shout Too bold! Too coward! Too hot! Too cold! Too little! Too much!
I try to touch a face or another
I remember them Especially the ones I've hidden so well from myself "Hey, look at you!

Quando

Quando se é a sombra de uma estrela esparramada sobre o mapa-múndi, cruzando terra e água, longe e perto de sua própria constelação. Quando se está aqui e lá, quando se tem tudo e sempre se quer mais. Quando vão-se os anéis e ficam os dedos e é possível ser "um sem deixar de ser plural". Quando se "vê a linha fina que separa aqui e ali" e, ao vê-la, não se contenta enquanto não a cruza. Quando se quer estar lá e cá e se quer amar, amar, amar.



Menino Guerrilheiro

Arrumando o pequeno escritório, jogando coisas fora, abrindo espaço para iniciar a rotina de trabalho, encontrou os recortes de jornal: "Faleceu sábado de ataque cardíaco fulminante" dizia um deles. Os outros repetiam a história do ataque cardíaco, mas ela sabia, desde aquela época que essa não era a verdade. Líder estudantil do seu tempo foi  expulso da Universidade por ter opinião. Perseguido na cidade, viu roubarem os seus sonhos e resistiu. Seguiu para a Guerrilha do Araguaia, lá foi preso, torturado. Quando ela era criança, não se falava disso. Já adolescente, com a abertura, quando estudava história, ele era mencionado, junto a alguns outros amigos da família "Ele fez parte da Guerrilha. Foi preso, torturado. Até hoje passa por uns períodos de depressão." Nada mais. Toda uma geração traumatizada, não conseguiam muito falar do assunto. Tudo muito recente, talvez. O medo ainda uma sombra, logo ali, a espreitar. Ela imaginava um homem adulto, barbado, preso por…