Skip to main content

A little bird fell off a tree

Small, frail and cold, it shivered. I took it. In the shell of my hands I protected it.  I brought it home.  I sheltered it from the rain, from the cold, from the wind that brought it down. Its big eyes stared at me. "Am I dying?", "Is there hope?", they questioned. I poured tiny drops of water. They slipped from my fingertips. Its frail beak took them avidly. I fed it the best I could.

"Forget it! You can never save it!", friends would have said, had friends been given the chance. They were not! I was determined to make the bird survive. I could not take any more loss, I could not take any more death. I decided, omnipotently, it would not die, just like I once decided I would not die. 

It did not! It did not die! It survived! And I set it up on a tree when it seemed stronger. It showed no recollection of the rain, of the cold, of the wind. No gratitude in its eyes. It was not needed.  No fear of the vastness either.  The vastness had always been his birthright as a bird, I guess. 

Uncertain of its fate, unsure of its possibilities, I knew there was hope now. Perhaps it would fly high, perhaps it would go far. I had done what I could, I told myself as I turned around, as I walked away. I had done all I could for the little bird that fell from the tree.

Comments

Popular posts from this blog

All the faces I've loved

All the faces of men I've loved visit me in the quiet night of my noisy brain All the ones I once loved and came to hate or forget or pretend to have forgotten Lost in the cloud of indifference  I've carefully created
All of them come back  filling the emptiness  of my broken beaten banal heart In this quiet night of my crowded noisy brain
They march firmly towards me
stop and stare Inches away and shoot their questions right between my shortsighted eyes Why? Why not? How much? How little?
They give me no time to answer
They move and vanish like ghosts of the Christmas past Some fierce and revengeful  pass on the judgement they've held in long
You! They shout Too bold! Too coward! Too hot! Too cold! Too little! Too much!
I try to touch a face or another
I remember them Especially the ones I've hidden so well from myself "Hey, look at you!

Quando

Quando se é a sombra de uma estrela esparramada sobre o mapa-múndi, cruzando terra e água, longe e perto de sua própria constelação. Quando se está aqui e lá, quando se tem tudo e sempre se quer mais. Quando vão-se os anéis e ficam os dedos e é possível ser "um sem deixar de ser plural". Quando se "vê a linha fina que separa aqui e ali" e, ao vê-la, não se contenta enquanto não a cruza. Quando se quer estar lá e cá e se quer amar, amar, amar.



Menino Guerrilheiro

Arrumando o pequeno escritório, jogando coisas fora, abrindo espaço para iniciar a rotina de trabalho, encontrou os recortes de jornal: "Faleceu sábado de ataque cardíaco fulminante" dizia um deles. Os outros repetiam a história do ataque cardíaco, mas ela sabia, desde aquela época que essa não era a verdade. Líder estudantil do seu tempo foi  expulso da Universidade por ter opinião. Perseguido na cidade, viu roubarem os seus sonhos e resistiu. Seguiu para a Guerrilha do Araguaia, lá foi preso, torturado. Quando ela era criança, não se falava disso. Já adolescente, com a abertura, quando estudava história, ele era mencionado, junto a alguns outros amigos da família "Ele fez parte da Guerrilha. Foi preso, torturado. Até hoje passa por uns períodos de depressão." Nada mais. Toda uma geração traumatizada, não conseguiam muito falar do assunto. Tudo muito recente, talvez. O medo ainda uma sombra, logo ali, a espreitar. Ela imaginava um homem adulto, barbado, preso por…