Skip to main content

To the Fairy with the Heavy Heart

Dear Fairy with the Heavy Heart,

I had you on my mind today. You and your sad eyes, your disappointments and your shattered fairy dreams. The lightness of your wings wasted due to this burden you still carry in your heart. How are you, dear Fairy? Hope you have found some new dreams, hope you have seen different lights and colors, hope you are still aiming to fly high. 

Today, sweet Fairy, I found a gift for you. Gifts, dear Fairy, do not solve all our troubles, do not save us from darkness. But some gifts when they are meant to be ours can bring joy, can bring the hope of joy. I'm sure you know this, dear Fairy, 'cause fairies, even the ones with the heavy hearts do know of love and gifts.  Aren't the fairies the ones bringing princesses the gifts of beauty, love and grace? 

I found a gift for you, dear Fairy. I found it while I walked to work today, while I thought of unpaid bills and unfinished projects. It was there among the little things scattered along the way. The little things never fail, dear Fairy. And today, it was there, a gift for you. 

A dress, dear Fairy. I found a dress for you! You may be thinking, sweet Fairy, why you would need this dress. And you're right! You don't! You don't need it as you don't need the moon in the sky to look at, the stars shining bright when the moon isn't there. You don't need it, like you don't need songs and books, stories and poetry, colours and flavors or memories that make you cry and smile all at once. You don't need it, yet you do! Let me tell you about it and remember, dear Fairy, it's a gift: My gift to you.   

Let's just talk about the dress, dear Fairy, the dress which is my gift to you. It has a strapless green top that can leave your wings free when you decide to fly away, when you decide it's finally time to leave your sorrows behind. It is the green of new leaves, of green grass in the early hours of the morning.  It will look marvelous on you! The skirt, dear Fairy,  is yet another thing completely. Light and delicate! It's simply dreamy! The white petals and the rosy veins, the movement of it,  I can almost see you dancing around in it, when you decide, dear Fairy that is time to be free, that it's time to be happy again. 

I am sure, dear Fairy, that  it would seem close to nothing to the eyes of the bypassers, but to you, dear Fairy, I'm sure it will fit perfectly. What a beautiful gown you'll have! You can wear it to dance under the moonlight. You can wear it for a walk under the Sun. You can wear it to remind you of the beauty in the world of the love you once felt, of the hopes you once had. You can wear it to remind yourself that it is all still there, that you can find it all inside you, that you can dance and you can dream, when you welcome a gift and you understand that it is just for you, that it fits only you, that it's as beautiful as you. 

Dear Fairy with the heavy heart, I found this dress for you today and I hope you will have it. Wear it when searching for the lost lightness, for the lost joy, for the brightness and colours you once saw in the world. Let this little thing be the first step, a dancing step into the light, once again. 

Love, 

Me


Comments

Popular posts from this blog

Maio, 2017 - Fim de tarde em Brasília

Um burburinho de barzinho no fim de tarde. Tudo parece igual. Amigos se encontram no Café, grupos ocupam as mesas maiores. Adoram sentar-se ao lado de quem lê um livro, de quem está só. Desconfiam dessa solidão e afrontam-na.Alguém solta uma gargalhada alta.Tudo normal, tudo como antes.
A música contorna as conversas e risadas: “Cai o rei de espadas, cai o rei de ouro, cai o rei de paus, cai não fica nada…” Nada é, na verdade, como antes, como o dia de ontem. Hoje, o ar que se respira é grosso, agressivo e sufocante. Nada, abaixo da epiderme do mundo está igual. A brisa leve não engana. Refresca o corpo, mas a alma treme.
Agora, toca Roda-Viva. “Como pode? Ontem mesmo era ano 2000.” Quando o golpe se deu e as ideias estapafúrdias começaram a surgir com projetos que tinham o nome de músicas da minha infância, regravações dos anos 80 começaram a entupir os programas de rádio. Hoje, Elis e Chico ressurgem nesse Café, fazendo o sentido que já não faziam há tantos anos. Apertam o meu pe…

Recém casados

Recém-casados, um apartamento de dois quartos para um casal. Parecia muito, a princípio, um privilégio. Não tinham filhos. Tem gente que mora em um quarto e sala com oito meninos. Dormem uns por cima dos outros, amontoados, redes por cima de redes. Eles tinham um escritório. Olha o luxo! E uma cozinha americana!

O problema é que para onde ela se virava, lá estava ele, um sorriso nos lábios e aquele olhar tranquilo. E tudo que ela pensava era: "Meu Deus, agora para onde eu me virar vou dar de cara com ele? Ganhei essa sombra! Aff!" Disfarçava, sorria de volta, um sorriso daqueles que não mostram os dentes, só empurram as bochechas para os lados. Até que acordou um dia e foi escovar os dentes, a pasta de dentes apertada no meio.  Deu um grito. Ele correu para a porta solícito. Era demais! O rosto queimando, berrou: "Olha, assim não dá! Eu preciso do meu espaço!" 
Saiu marchando, bateu a porta, andou uns 20 minutos em volta do quarteirão. Quando a respiração voltava ao…

Lembranças, mudanças e rumos

Uma amiga me diz que nos anos setenta, houve uma infestação de ratos em Brasília e que eles saiam pelo ralo do bidê  e entravam nos apartamentos da Asa Norte. Ela pergunta se eu não me lembro. Não lembro. "Mesmo? Não lembra?" Não lembro.

Não lembro da infestação, não lembro de comentários, notícias. Respondo que era muito pequena, mas ela é mais nova que eu. Sorrio sem graça, sem mostrar os dentes: "É, não lembro." O que lembro é de sempre ter tido medo de ratos, mais do que de baratas. E de sempre sonhar com eles em tempos de angústia, preocupação. Uma vez vi um video de um churrasco na casa dos meus país em que tento alertar minha mãe da passagem de um rato e ela me ignora. De certo não queria chamar a atenção dos convidados para a presença do animal asqueroso que corria no canto da cerca. Não queria interromper sua cantoria e seu ensolarado dia de domingo e, por isso, ignorou completamente a fala da criança inconveniente.

Uma amiga me contou também  que já se ol…